Enem, Terceiro Ano, Pressão… 

Sei bem que esse é um assunto fora do contexto do blog, mas por incrível que pareça é algo que me pediram pra escrever e é a fase pela qual eu estou passando.Não sei se vocês leram meus posts anteriores mas em um deles eu disse que meu foco não era diferente de algumas pessoas do 3° ano do ensino médio, é o enem sim! Decidi que ia separar esse post em vários tópicos porque são muitas perguntas pra responder. Mas antes eu vou contar um pouquinho de como eu conheci o enem, se já fiz, se já sei a faculdade que quero fazer. Então vamos lá! Confesso que até pouquíssimo tempo, quando eu estava no final do ensino fundamental, até o meio do meu primeiro ano do ensino médio eu já tinha em mente o que queria fazer de faculdade, mas não tinha noção nenhuma dos programas que tinham em meu país, de como eu chegaria até essa faculdade ou o que eu tinha que fazer, eu só sabia que depois do terceiro ano eu já queria começar. Uma coisa que me deu um norte muito grande foi que desde o primeiro ano do ensino médio eu fiz o enem, e assim sucessivamente até o meu ano atual. O enem é uma prova de resistência com várias matérias do ensino médio que voce nem lembra, muita coisa que você vai estudar vai cair só a parte que voce estudou a não sei quantos anos atrás. Pra me ajudar na escolha do idioma que vou fazer esse ano (e é bem normal ficar na dúvida) fiz um teste pra ver meu nível de conhecimento e o grau de dificuldade das matérias (Ps: nunca fiz curso de espanhol nem inglês) no primeiro ano eu escolhi inglês e no segundo espanhol. E agora no terceiro eu fico mais tranquila de optar pelo que me favorece mais. Bom, como eu sempre gostei de ler e escrever e tinha como meu sonho formar em jornalismo foi um pouco mais fácil pra mim do que pra maioria das pessoas da minha idade, que muitas vezes não sabem o que querem até que chegue dezembro do último ano do ensino médio. Se eu contar no dedo, conheço mais gente do terceiro ano que não sabe o que vai fazer do que vice versa. Outra coisa muito comum e que faz parte da minha realidade são pessoas que querem cursos apenas pelo ganho salarial, o que eu acho extremamente idiotice porque se gostamos de algo, seremos bom naquilo, mas se não gostamos provavelmente nem vamos nos esforçar, certo? É assim que ao meu ver se formam péssimos profissionais. Esse raciocínio também serve para pais que precionam seus filhos a fazer alguma faculdade que não é do interesse de tal, talvez ele nem a conclua. Não façam mais do que pegar no pé pra que ele corra atrás do que sonha ou do que tem vontade (afinal todos temos vontade de algo) e torça para que ele conquiste, mostrando o seu apoio sempre. Vamos as perguntas. 

  • Quando você decidiu o que queria fazer? E como decidiu isso? 

Como eu disse lá em cima, eu sempre gostei muito de ler e escrever, eu pesquisava quais faculdades minhas autoras preferidas tinham cursado, tudo isso mais ou menos no meio da oitava série. Pesquisei profissões e faculdades que me deixariam exercer o que eu gosto de fazer. Achei várias, fiz alguns testes vocacionais (na internet mesmo) que sempre resultavam nessas faculdades. Pesquisei mais, e vi que mesmo elas se parecendo tanto alguma coisa as diferenciavam e foi pelas diferenças que eu consegui escolher. Parei de pesquisar só quando isso aconteceu, já estava o segundo ano do ensino médio.

  • Já pensou em mudar de opinião? 

Sim, várias vezes. Principalmente quando descobri que gostava de moda, mas aí fui à algumas palestras do assunto, pesquisei mais, e vi que futuramente eu posso me especializar nisso, mas pra me nortear preciso fazer algo que gosto mais primeiro.  

  • Já pensou que pode fracassar no futuro e querer voltar tudo de novo? Quando pensou isso quis mudar de curso? 

Já, acho que todo mundo já pensou isso, mas eu ainda prefiro pensar como disse, se eu gostar do que faço vou poder me esforçar o bastante pra melhorar sempre que possível e vou dar o meu melhor, isso é o mais importante pra mim. 

  • Fale um pouquinho sobre a pressão dos pais quanto a faculdades que sejam mais viáveis financeiramente. 

Olha, as tão sonhadas federais hoje tem recursos que beneficiam muito os jovens que vão pra lá, em algumas o almoço chega a ser menos de um real. Mas as vezes nossos país não conhecem esses programas direitinho, nem nós conhecemos tudo. Eu acho que tudo é diálogo, se você tem foco em uma faculdade só comece a buscar isso desde cedo e mostre pros seus pais os motivos pelo qual você tá se esforçando por aquela faculdade. 

  • Se não conseguir faculdade pelo enem o que vai fazer? 

Hoje existe vários métodos além do enem, alguns vestibulares convencionais, FIES, e ProUni. Eu não sabia como eles funcionavam até pouco tempo mas depois de ler um pouquinho sobre cada um, eu decidi e conversei com meus pais, devo me inscrever no ProUni, que dá bolsas em faculdades particulares pra quem estudou em escola pública no ensino médio, e diferente do Fies, mesmo depois de formar você não paga, mas claro que as regrinhas não são só essas. 

  • Tem como estudar em casa para o enem? 

Acho que mesmo fazendo cursinho é essencial que o enem tenha um tempinho na sua casa. Eu tentei no início do ano estudar por mim mesma, comecei a ver vídeo aulas de um cursinho online todos os dias, mas perdi o foco. Hoje eu faço pré enem na escola mesmo e um curso preparatório aos sábados. Mas é a forma com que eu consigo me centrar melhor. Quanto mais perto do enem chega mais as oportunidades vão aumentando, o importante é não ficar pra trás. 

Eu imagino o ano que vem como um ano em branco, não tem mais aquela história de ” ano que vem tô em tal ano da escola ” acabou, acabou. As obrigações vão mudar, os uniformes, as responsabilidades. Acabou também pra quem merendava todos as nove da manhã um pratão de feijoada, feijão tropeiro, enfrentava fila ou simplesmente cortava, ” o fulano tá lá na frente”. Aqueles que eram vencidos pelo frio, pela chuva, pelas noites sem dormir… Podem agradecer! Ainda serão lembradas as carinhas amassadas dos diziam ” bom dia ” “boa proova “, ” qual é a um, a dois a três e a quatro” “quanto você tirou” ou “tirei mais que você”! E quando for o último dia eu ainda não vou saber como será o ano que vem, diferente de todos os anos que se passaram. Querendo ou não é uma nova fase, é um novo passo. Em resumo, é uma divisão entre o fim e um início, e o que fica é a pressão e a auto cobrança que diz o tempo todo ” só depende de mim”. 

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