Eu luto pela cultura do amor 💚😔

SIM, tô postando pela segunda vez hoje, mas senti no meu coração que não devia ficar calada, não dessa vez. Eu tenho 16 anos, eu sei o que uma menina de 16 anos pensa, e muitas vezes como age também. Sei o que passa na cabeça de alguém com essa idade, não foi comigo, nem com nenhuma jovem que eu conhecia de 16 anos. Os pensamentos dela já não são os mesmos que os nossos, ela já não tem os mesmos sentimentos que um adolescente… Passou por coisas horríveis, coisas que nesse momento eu tenho a certeza que outras mulheres de várias idades também estão passando a cada 11 minutos. Crueldade. Nojo. Ignorância. Os sentimentos são diversos, e eu não vou cair naquela de que a culpa é do homem ou da vítima, a culpa é de quem faz essa covardia com o próprio ser humano, seja o estuprador homem ou mulher. Não vamos vendar nossos olhos sobre isso, não mais. Pisaram, esmagaram e acabaram com os sonhos de uma adolescente. Trinta e três vezes. Trinta e três dores. Trinta e três gritos de socorro. Trinta e três homens e nenhum sequer pára pedir pra parar. Filhos, pais, maridos, namorados, cada um com sua vida no particular, e todos arrogantes, todos monstros, todos aqueles que não tiveram um pingo de amor, nem pela menina, nem por si mesmo. Quem dirá a nós sociedade. ” 1 a cada 33 homens serão estuprados ou sofrerão tentativas de estupro diz pesquisa do livro Body Wars “. Um a cada trinta e três, olha a coincidência batendo de frente, e se cada um desses opressores sentisse a dor que essa menina sentiu? Dá pra calcular? As marcas e a dor podem sumir, mas o medo e o trauma permanecerão. Vocês não acabaram só com os sonhos de uma menina que mal tinha começado a viver, mexeram com uma sociedade inteira que se voltou para o caso e que se possível reconstruiria cada vontade dessa e de todas as vítimas do estupro. A justificativa não tá na roupa que uma menina veste ou no andar de um homem sem camisa, o medo não tá em estar sozinha na rua e ver um homem do outro lado, seja qualquer pessoa, homem ou mulher, isso tá errado. Não devia ser assim, nós não devíamos andar com medo ou andar idealizado pela sociedade. É por isso que padrões não caem por terra, por isso que o machismo ainda sim reina e vai continuar. O erro tá nos 33, mas também tá na gente que se deixou calar por tanto tempo, que não vê casos como ” mulheres que sequestraram e estupraram um homem ” . Os casos podem ser poucos, podem abafar, mas acontecem, tem vítimas e são sérios. Não dá pra ignorar mais, temos que mudar a nossa própria cultura para que não aconteça mais trinta e três vezes, para que trinta e três vidas não sejam bagunçadas, trinta três homens não estuprem e nem sejam estuprados e que trinta e três sonhos não sejam novamente destruídos.
Let 😔😘

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11 comentários Adicione o seu

  1. Não devo me defender porque sou homem.. devo devedê-las. Lemos os fatos e muitas vezes são eles os pontos de partida de nossa reflexão. Esquecemos o contexto, a narração das vidas envolvidas antes que ‘o fato’ acontecesse e virasse notícia. Para não dizer que partimos das notícia que viram dinheiro. Sua reflexão é ótima. Todos nós precisamos lutar contra a violência feita às mulheres, contra o estupro, a violência em casa etc. Combater é preciso. Parabéns.

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    1. Fico muito feliz de ler comentários como estes, é a mais pura verdade!Acho que as pessoas deveriam refletir dessa forma!

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  2. KAMBAMI disse:

    Oi Let, se puder e tiver um tempinho, mais uma brincadeira entre blogs que te indiquei. 🙂
    https://kambami.wordpress.com/2016/05/30/cheia-de-historia/

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    1. Logo logo vou fazer também, muito obrigada Claudio

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      1. KAMBAMI disse:

        De nada. 🙂

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  3. Barbara Reccanello disse:

    Ótimo texto! Ótima reflexão! Sofri muito com a história dessa garota, como sofro e grito quando são histórias próximas a mim! Mudanças profundas na sociedade, é disso que precisamos.

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    1. Muito obrigada Barbara, eu também sofri com essa história espero que as pessoas mudem o olhar e atitudes sobre casos como esses, pra que não venha a acontecer de novo.

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      1. Barbara Reccanello disse:

        A revista Galileu de junho vai trazer a problemática sobre o termo “novinha”, as músicas e como isso influencia diretamente em proliferar cada vez mais a mulher como objeto, então passível de ser tratada como tal.

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      2. Vou procurar ler assim que lançar, obrigada pela dica 😘

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  4. KAMBAMI disse:

    Let, não esqueça que o assédio também é um estrupo. Há uma diferença entre ser homem e ser monstro e sabemos que dentro de alguns seres que por fora aparentam ser seres humanos a bem da verdade são demônios. Foi triste e mais triste ainda saber que existem espectadores para assistirem cenas desse tipo.:(

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    1. SIMM, existe sim, o sentido de monstro é exatamente os que fizeram isso com ela, não tô generalizando nunca! Foi mesmo, aí, mexe com todo mundo 😔

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